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EntreNós

Eles eram 4 #EntreNós

Em Dublin fizemos couchsurfing em casa de um amigo de um amigo do João: o Tiago barbudo! (Obrigado pelo connect, Paulinho!) 

 

A casa é pertíssimo do centro e nela vivem 2 casais: O Tiago e a Lisa, a Filipa e o Basil.

 

 

Lisa (namorada italiana do Tiago - escrito assim parece que ele tem outras noutros países, mas não!; o rapaz é sério!) foi quem conhecemos primeiro, pois, como o Tiago estava a trabalhar quando chegámos, foi ela que nos veio salvar da desorientação normal de quem está numa cidade pela primeira vez - o Google Maps ajuda mas não é perfeito. Muito simpática e prestável!

 

A Filipa (portuguesa, também) foi super simpática. Falámos bastante sobre a vida na capital irlandesa, preços, hábitos, etc. Adorámos as suas obras de arte (banda desenhada)! Além disso, preparou-nos as melhor panquecas de sempre! 

 

O Tiago foi um host espetacular: montou o nosso estaminé (colchão na sala, com os respetivos lençóis e tudo e tudo) sozinho; acompanhou-nos na parte final da prova de cerveja e whisky; levou-nos a jantar fora a um vegetariano maravilhoso; foi companheiro de conversas e gargalhadas; emprestou-nos o seu drone (foi a nossa primeira vez!) e deixou-nos continuar a tentar mesmo depois de ter percebido que era bastante provável que lhe partíssemos a avioneta e, finalmente - ou não fosse ele um mestre da "Gameland" - mostrou-nos alguns jogos que desconhecíamos e experimentámos - Coup e Spaceteam - e viciou-nos no segundo (é uma app para jogar com mais amigos: saquem e divirtam-se!).

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Infelizmente não pudemos conhecer o Basil porque mal nos cruzámos com ele.

 

Esta malta fez-nos sentir em casa e tornou a nossa estadia em Dublin muito mais agradável.

Obrigado! 

Poupámos em Dublin

Todos os ingredientes estavam reunidos para que Dublin fosse a cidade onde, até agora, podíamos ter poupado mais. Foi exactamente o contrário.

 

Dublin tem coisas muito baratas, mas tão baratas em comparação com as cidades que já visitámos, que acabámos por querer comprar tudo e o dinheiro... voou. 

 

 

Onde e como poupar em Dublin:

 

Mercados de rua: 4 Milkas por 2€; fruta super barata (12 bananas por 1€); cookies deliciosas (daquelas que parece que foi a nossa avó que fez e acabou de tirar do forno) por 60 cêntimos; bolachas digestivas de chocolate por 65 cêntimos; entre tantas outras coisas fantásticas e baratas. Estávamos no paraíso!!

 

Andar a pé: Não só ajuda a queimar as calorias das bolachas todas que comprámos em promoção, como é a forma mais barata de nos deslocarmos pela cidade. Tudo fica a 15/20 minutos do centro. É óptimo e é até bastante agradável passear por Dublin.

 

Museus: Em Dublin quase todos os museus têm entrada livre. Na verdade, só pagámos para ver o "Book of Kells"... Ok! Para ver a biblioteca que foi reproduzida como a Sala dos Arquivos Jedi no Episódio 2 de Star Wars. Muahah


Adorávamos dar sugestões de locais onde beber uma Guinness ou outra cerveja qualquer a um preço mais português, mas todas as nossas cervejas foram oferecidas.

 

Até agora, Dublin foi a cidade que mais nos cativou para uma possível estadia mais prolongada. As pessoas são simpáticas e divertidas. Quase 20% da população de Dublin é Brasileira! - se choca aí, galera!!. As rendas são bem mais caras que Lisboa, é certo, mas os ordenados também são superiores. O ordenado mínimo ronda os 9€/hora. 

 

Tudo nos parece perfeito à excepção do tempo! Apesar de ter estado sol e temperaturas aceitáveis para o inverno, toda a gente nos disse que tivemos sorte e que são mais os dias de chuva que os de sol. Conseguiremos viver com isso? 

 

Não percam o próximo episódio, porque nós..... Também não!

 

P.S.: no próximo post vão poder conhecer os nossos hosts de Dublin! Spoiler: são moços 5 estrelas!

 

Adorámos e odiámos - Dublin

Dublin foi uma das cidades que mais gostámos!

Pequenina e calma, amorosa e amistosa. Cheia de brasileiros (nossos companheiros das baladas) e irlandeses bem-dispostos. 

Ainda para mais encontrámos o céu limpo e o sol a sorrir para nós praticamente todos os dias! (Ok, podemos ter tido sorte...) Aconteceu, na verdade, um marco histórico da Eurotrip!: a Catarina passou o primeiro dia sem parecer o boneco da Michelin, como o João lhe chama - não usou o seu casaco azul, que a acompanha desde Paris (Obrigado, Fátima!).

Posto isto, cá vai o que adorámos e odiámos em Dublin: 

 

 

ADORÁMOS:

  • O facto de a cidade ser pequena e se poder percorrer facilmente em menos de 30 minutos a pé - gasta-se menos (tempo e dinheiro), passeia-se mais e desfruta-se mais!

 

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  • A simpatia das pessoas: em maior ou menor número, claro que há carrancudos em todo o lado, mas em Dublin devem ter uma lei que prende quem não sorrir e for fofinho para os visitantes. 

 

  • A comunidade brasileira que habita em Dublin. São imensos! E está-lhes no sangue: simpatia, boa disposição, positivismo; festa, dança, alegria!

 

  • Os legumes, fruta e....... os doces (nós temos tentado controlar a coisa, pais!, mas em Dublin não foi nada fácil) a preços surreais: 12 bananas por 1€; 8 Milkas por 2€... 

 

  • A possibilidade de ter "culture for free": praticamente todos os museus, galerias, parques, etc, têm entrada livre.

 

  • As Guinness: é na capital irlandesa que se bebem as melhores Guinness (sim, uma Guinness pode ter um sabor diferente dependendo de vários factores - vejam o post "Sabias que?... - Dublin"). A Catarina nem é grande fã de cerveja... Não era, aliás!

 

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ODIÁMOS:

 

  • Os preços dos restaurantes: comer fora sai caro; é complicado desfrutar de uma boa refeição por menos de 15€ (Calma, Dubliners!, não nos crucifiquem já se isto não corresponder à realidade. Talvez não tenhamos estado tempo suficiente em Dublin para conhecer os "cantos à casa"; talvez haja restaurantes bons e baratos. Vamos procurar melhor na próxima visita!)

 

  • Ouvir tanta gente dizer que estávamos com imensa sorte com a meteorologia...

 

We love Dublin! :D

Sabias que... - Dublin

Sabias que... 

 

  • O nome Dublin provém do gaélico Dubh Linn, que significa Black Pool, ou seja, algo como Piscina Negra. Este nome é devido à confluência dos rios Poddle e Liffey, formando um lago de águas escuras que se situava onde hoje é o jardim do Dublin Castle.

 

  • As primeiras cidades irlandesas foram construídas pelos vikings. No séc. VIII, após terem abordado a costa irlandesa com o intuito de saquear tudo o que fosse possível, os vikings acabaram por se estabelecer em Baile Átha Cliath (Dublin) e de lá planearam a sua expansão para sul e oeste.

 

  • A harpa de Brian Boru foi inicialmente usada como símbolo pela Guinness. O governo quis fazer o mesmo mas a Guinness não cedeu os direitos de imagem. O governo encontrou uma solução simples: espelhar a harpa, ou seja, virá-la ao contrário. A harpa é, hoje em dia, usada em passaportes, documentos e selos governamentais. 

 

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  • A Ha'penny Bridge foi reconstruída em 2001 pela mesma companhia que construiu o Titanic, a Harland and Wolff, de Belfast. Tenham cuidado a atravessá-la, meus caros, tenham muito cuidado! :p

 

  • O livro Ulysses, do escritor irlandês James Joyce, é o livro mais comprado e menos lido do mundo (assim nos disse o guia da FWT). Joyce levou 7 anos para terminar este livro que contém mais de 30.000 vocábulos diferentes, totalizando 265.000 palavras. Em Ulysses, Joyce retrata um dia vulgar na vida de Leopold Bloom pelas ruas de Dublin, estabelecendo paralelismos com a Odisseia de Homero.

 

  • Existe uma placa em memória do nacionalista republicano irlandês Michael O'Rahilly, que contém a carta escrita pelo mesmo para a sua família, após ser atingido por uma metralhadora britânica durante a Easter Rising (rebelião pela independência Irlandesa.) Pelo relato de um condutor da Cruz Vermelha, soube-se que os oficiais britânicos impediram que O'Rahilly fosse socorrido pelos paramédicos, tendo sido deixado para morrer. O memorial situa-se em O'Rahilly Parade, uma rua transversal a Moore Lane. 

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  • Na Christ Church é possível encontrar um rato e um gato mumificados. Acredita-se que, ao tentar fugir da sua presa, o pequenote se enfiou pelo tubo do órgão da igreja, tendo sido perseguido pelo gato. Foram descobertos em 1850,  após se verificar que algo não estava bem com o som do órgão. Hoje em dia são conhecidos como o Tom and Jerry da Christ Church.

 

  • Na ponte O'Connell existe uma placa em memória do padre Pat Noise que terá falecido sob circunstâncias duvidosas, quando a sua carruagem caiu ao rio Liffey. Ou então não. A verdade é que o padre Pat Noise nunca existiu e esta placa foi colocada em jeito de brincadeira por dois irmãos. No entanto, quando se soube que a Câmara se preparava para remover a placa, surgiram várias homenagens e protestos contra a remoção da placa, desde ramos de flores a mensagens. A placa ainda hoje se mantém na ponte O'Connell.

 

  • A biblioteca de Trinity College foi usada no Episode II de Star Wars: Attack of the Clones, representando os arquivos Jedi. 

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Sintam-se especiais! Nem toda a gente sabe estes segredos... :D

O que fazer em Dublin - Parte II

 Olá, salamandras saltitantes!

 

Continuando o passeio por Dublin, eis mais alguns "must do" desta maravilhosa cidade:

 

 

Temple Bar

Ir a Dublin e não ir beber um copo a Temple Bar é um crime.

Ao início ficámos confusos, uma vez que vimos o famoso bar de toldos vermelhos com este nome, mas víamos, também, nos mapas, uma zona com o mesmo nome. A verdade é que Temple Bar é o chamado quarteirão cultural de Dublin, aka, Bairro Alto de Dublin.

Situa-se na margem sul do Liffey e é também lá que estão localizadas algumas instituições culturais de Dublin, como o Irish Photography Centre, o Irish Film Archive, entre outros.

 

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Foi em Temple Bar que curtimos e conhecemos o Eminem Irlandês - como o João lhe chamou depois em conversa com ele. Podem dar uma espreitadela aí:

Eminem Irlandês

 

 

 

Ha'penny bridge

Esta pequena ponte que atravessa o Liffey, foi originalmente chamada de Wellington Bridge. O seu nome oficial é The Liffey Bridge, apesar de ser correntemente apelidada de Ha'penny bridge. Este nome deveu-se ao valor do imposto cobrado a todos os que pretendiam passar a ponte - halfpenny.

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 Tivemos um pouco de receio sempre que atravessámos esta ponte... Descubram porquê no próximo post "Sabias que...? - Dublin".

 

 

 

Cobblestone

Um dos mais tradicionais pubs irlandeses, o Cobblestone é famoso pelo seu ambiente descontraído e familiar, mas, acima de tudo, porque é lá que alguns dos músicos mais talentosos da Irlanda se juntam para tocar.

Não são propriamente concertos, mas uma espécie de reuniões de músicos amigos com jam sessions à mistura. 

Combinar uma Guinness (ou outra qualquer preciosidade alcoólica) com música tradicional irlandesa ao vivo é uma óptima mistura!

Para além da música, o Cobblestone proporciona, também: aulas, conversas, danças e outras actividades iguamente aliciantes e que podem levar a uma noite diferente na vossa bucketlist.

 

 

 

  

Grafton Street

Para um pedaço de uma tarde ou noite um pouco mais normais, uma passeata pela Grafton Street poderá ser um bom programa.

Fazendo lembrar um pouco a Rua Augusta em Lisboa, aqui podem fazer-se umas compras - ou se se estiver numa Eurotrip com controlo de gastos, podem admirar-se umas montras - e apreciar uns quantos artistas de rua, alguns deles com bastante qualidade, até: gaitas de foles, saxofonistas, guitarristas e este boss que cantava, tocava guitarra e bateria simultaneamente. 

 

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Beber uma Guinness

A Guinness é, destacadamente, a cerveja mais emblemática da Irlanda. Provavelmente a Stout mais conhecida do mundo. Porém, algo que muitos - como nós - desconhecem, é que o sabor da Guinness varia de bar para bar.

Para além de factores como o "tempo de vida da cerveja", outros aspectos como, por exemplo, o formato do copo, têm importância e influenciam o sabor.

Uma Guinness bem tirada deve ser servida com um ângulo de 45º e deve deixar-se numa superfície plana durante 119,5 segundos, permitindo que a espuma se forme e suba até ao topo.

Um dos melhores bares para beber uma Guinness é o Mcneill's, o nº 140 de Caple Street.

 

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Guiness Factory

Colocámos este "must do" no fim porque fizemos um pouco de batota e não fomos à Guiness Factory.

Depois de termos ouvido algumas opiniões e de alguma ponderação, decidimos trocar a visita à fábrica da Guiness pela FWT de Beer and Whiskey Tasting de que vos falámos no post anterior (o Peter aliciou-nos - além de simpático, ele é um bom vendedor!).

No entanto, se tiverem tempo e 18€ a mais na carteira, não deixem de ir até lá e terão direito à visita recheada de experiências interactivas, finalizada com uma pint da mais famosa stout do mundo no Gravity Bar, situado no 7º andar, com uma vista panorâmica brutal sobre a cidade.

 

 

Não percam o próximo post, porque nós...... TAMBÉM NÃO! :D

O que fazer em Dublin - Parte I

Adorámos Dublin! Os irlandeses são super amigáveis e a cidade é bastante acolhedora. É possível percorrê-la de uma ponta à outra em cerca de 30-40 minutos a pé. Os valores médios de aluguer de uma casa/quarto são bastante mais elevados que em Lisboa, mas os ordenados também são bem melhores. Ah!, para os mais distraídos, a moeda de Dublin é o euro. Não há, por isso, aquela chatice extra de ter que fazer câmbios e ser bom com a tabuada.

A história da Irlanda é, também ela, cativante, pelo passado de revolução e luta pela independência. 

 

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FWT 

Dublin não foi excepção à regra em relação às Free Walking Tours. Na verdade fizemos duas e ainda terminámos a estadia com uma prova de cerveja e whisky!

 

  • A primeira FWT que fizemos foi a "menos popular"; na parte antiga da cidade. 
  • A segunda foi a mais famosa, com passagens pelos maiores símbolos de Dublin.

 

Confessamos que, pela primeira vez, ficámos com as expectativas um pouco defraudadas em relação a uma FWT.

O guia da primeira - Richie - falava demasiado rápido e com um vocabulário bastante difícil para quem não é mega master no inglês. Não, não foi o sotaque irlandês, foi mesmo o facto de usar uma construção frásica e palavras algo exigentes para estrangeiros. Acabámos por não "apanhar" muitas das coisas ditas, o que tornou a FWT um pouco menos interessante.

 

 

O guia da segunda FWT - Peter - foi, curiosamente, o oposto do Richie: falava um inglês bastante simples e com uma dicção perfeita e compreensível. Além disso era super simpático e amistoso. Foi graças a ele que decidimos cometer a loucura de trocar uma visita à fábrica da Guinness por uma Prova de Cerveja e Whisky (apesar de ambos odiarmos whisky!). A promessa de uma tarde/noite de convívio, terminando com música tradicional irlandesa ao vivo, foi o suficiente para nos convencer.

 

 

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Só por curiosidade, para os mais fanáticos de cerveja, as que provámos foram: 

- Buried at Sea (Chocolate Milk Stout)

- Bay Ale (Irish Red Ale)

- Full Sale (India Pale Ale)

- Guinness (Irish Dry Stout)

 

Quanto aos whiskeys, não nos vamos alongar. Provámos, mas íamos morrendo.

 

 

 

Trinity College

É a única faculdade constituinte da Universidade de Dublin, que é, por sua vez, a mais antiga da Irlanda. Muitas personalidades famosas estudaram nesta faculdade, entre as quais, Samuel Beckett. 

Ocupa o 21º lugar no ranking de universidades mais velhas do mundo (com mais de 400 anos).

Quando se passa o portão e se descobre aquele outro "mundo", quase que dá vontade de ir para lá estudar! Nós tivemos!..

 

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Dentro de TC, está localizada a famosa Biblioteca de TC, que possui mais de 4,5 milhões de livros!!! A Old Library está decorada com bustos de académicos ilustres, contém a harpa mais antiga da Irlanda e cerca de 200 000 volumes, entre os quais o famoso Book of Kells - um manuscrito ilustrado por monges celtas por volta do ano 800. 

 

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National Museum of Ireland 

É, também, conhecido, como o "Dead Zoo". Tem uma vasta colecção de animais empalhados bastante cativante, pois podemos ficar a menos de um palmo de seres que provavelmente nunca mais iremos ver tão de perto e apreciar a sua beleza sem o pânico de poder ser morto. Naturamente que para além da enorme ala dos animais, contém, ainda, outras galerias igualmente interessantes.

A entrada é grátis!, como a maioria dos museus em Dublin!

 

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Castelo de Dublin

Fundado em 1204, por ordem do Rei John (primo afastado do João que agora vos escreve), o castelo de Dublin não é, na verdade, um castelo tradicional, mas sim um grande forte construído pelos anglo-normandos.

Foi reconstruído diversas vezes, apresentando, por isso, diversos estilos arquitectónicos. Contém, no entanto, uma torre original - a Record Tower. 

Serviu vários propósitos ao longo dos séculos: já foi um forte militar, uma prisão, abrigou o tesouro nacional, foi um tribunal de justiça e funcionou como prédio de administração inglesa sobre a Irlanda.

 

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 Fiquem por aí, pedaços de algodão doce! A Parte II já está no forno...

 

Eurotrip #EntreNós

Depois de um mês de mochila às costas, achamos que chegou a altura de fazermos um balanço #EntreNós.

 

Passámos por 8 cidades - vamos, talvez, a um terço da viagem - já fizemos amigos, partimos o telemovel, poupámos muito e gastámos algum, já nos perdemos e nos encontrámos, já aprendemos e nos assustámos. Já muito se passou...

 

Vamos fazer um pequeno review da nossa viagem por tópicos:

Money money: Temos conseguido poupar bastante com o couchsurfing, não só pela estadia como em alguns casos com a alimentação, também. Abrimos um bocadinho mais os cordões à bolsa quando se trata de provar algo tradicional do país. Temos usado e abusado do cartão jovem e de estudante, que temos usado facilmente sem que se apercebam que o João já quase pertence à 3º idade e que o cartão da Catarina está fora de validade há quase uma década. 

 

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Alimentação: Confessamos que temos falhado um pouco neste capítulo. Nem sempre conseguimos comer coisas saudáveis: as sopas da mãe, os legumes, o peixinho grelhado... Ao invés temos o cheeseburguer em promoção no McDonald's e as bolachas do supermercado que estão com desconto. Péssimo, nós sabemos! Nos últimos países por que passámos temos sentido bastante dificuldade em encontrar algo saúdavel e de qualidade por preços "normais" para o comum português sovina. É sempre tudo caro ou instantâneo. E as promoções de verdade estão sempre nas bolachas e chocolates: 4 Milkas por 2€!! Fosse o Milka saudável... Mas calma!, não andamos a comer fast food e chocolates 24/7. Tentamos sempre variar e incluir uma frutinha e umas verduras.

 

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Amizades: Se acham que as pessoas são más e o mundo está condenado, então aconselhamo-vos a fazer uma viagem deste género. Temos feito imensas amizades e toda a gente tem sido 5 estrelas, oferecendo sempre mais do que o que seria suposto! Aprendemos novos jogos, tradições, palavrões (é um "must do" quando se conhece alguém com um idioma diferente), rimos, abraçámos e passeámos com os novos amigos. :) 

 

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Cultura: Não somos obcecados por passar as cidades a pente fino, até porque não temos tempo suficiente para tal (são quase sempre 2-3 dias em cada), mas tentamos sempre conhecer os "must visit" e algumas vezes descobrimos locais/experiências alternativas, que vimos na net ou alguém nos recomendou. Fizemos uma ou mais FWT em quase todas as cidades, que, como já referimos noutros posts, é uma forma excelente de conhecer os locais e descobrir muitas curiosidades e histórias que não se sabem pelo Google - esta é uma da nossas partes preferidas.

 

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To be continued...

Santa Fátima #EntreNós

Olá queridas iguanas dos pântanos!

Se há um ingrediente fundamental para que esta Eurotrip lowcost seja possível, é, sem dúvida, o couchsurf.

Se fizessemos esta mesma viagem mas em vez de ficarmos em casa dos hosts tivessemos que pagar hotéis/hostels ou outro tipo de alojamento, o custo dispararia - provavelmente ao fim de uma semana já estávamos de volta a Lisboa.

 

E o melhor de tudo é que, além de termos um tecto para dormir grátis, podemos conhecer ou aprofundar a relação com as pessoas que nos recebem. 

 

Já falámos do Eman, Jota e Mafra (Porto) e da Maria (Barcelona) e chegamos agora à maravilhosa e espetacular host de Paris: Fátima, uma prima afastada do João - cerca de 2252 km - que nos recebeu incrivelmente bem!

 

  

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Desde o primeiro momento em que a mãe do João - igualmente maravilhosa e espetacular (se não fica com ciúmes!) - falou com a prima Fátima sobre a possibilidade de ficarmos lá, que ela foi 5 estrelas. Disse logo que teria todo o gosto em receber-nos, indicou de imediato que tinha um quarto só para nós e até se disponibilizou a ir buscar-nos ao aeroporto! 

 

Apesar de familiares, o João e a Fátima não se conheciam.

 

A Fátima vive em Sainte-Geneviève-des-Bois, uma pequena localidade cerca de 30 km a sul de Paris.

 

Fomos, então, recebidos como autênticos reis, com um quarto impecavelmente arrumado e limpo só para nós, um banquete em cada jantar e muita simpatia em cada gesto e conversa.

 

Para ajudar à festa, conhecemos e convivemos ainda com mais pessoas super especiais: a prima Toninha, o David e a Sónia (filhos da Fátima com idades próximas das nossas) e a Sandrine e o Guillaume (respectivos namorados). Ah!, e a pequena Célia, filhota amorosa do David e da Sandrine. 

 

 

Tratamentos especial:

- Visita guiada ao Palácio de Versalhes

- Ajuda com os transportes e passes a utilizar/comprar, dicas e sugestões sobre Paris e coisas a visitar (a Sónia até nos fez um mapa personalizado e a Toninha pesquisou todas as informaçóes necessárias!);

- Jantares com iguarias típicas francesas (Raclette, que delícia!) e lanchinhos para o dia seguinte;

- Oferta de chás deliciosos (ver post anterior - "Adorámos e odiámos") - a Fátima percebeu que temos o hábito de tomar sempre chá depois de jantar e fez-nos essa surpresa.

 

Fomos maravilhosamente bem tratados em Sainte-Geneviève! Deu vontade de ficar por lá mais uns tempos...

 

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Legenda: A família fofinha #EntreNós

A rainha Fátima com a sua nova coroa em origami, gentilmente cedida pela Paula Morais - Papel (Con)Vida -, David, Sandrine e Sónia.  

 

Obrigada uma vez mais!


Next stop: Terras Irlandesas!!

Adorámos e odiámos - Paris

Em todas as cidades que visitamos haverá sempre coisas espetaculásticas e que vamos querer repetir futuramente, mas também, aquelas que foi a primeira e provavelmente a última vez que experimentámos.

Odiar talvez seja uma palavra muito forte, mas "ADORÁMOS E NÃO GOSTÁMOS LÁ MUITO" não soa lá muito bem. Há, por isso, coisas que colocaremos no "ODIÁMOS" mas que na verdade apenas "não gostámos lá muito".




Em Paris, ADORÁMOS:

 

  • Os franciús: quem já foi a Paris vai achar que estamos malucos ou que vivemos num mundo em que nos tratam muito mal para chegarmos ao ponto de "adorar" as pessoas de Paris. Mas a verdade é que em 4 dias e cerca de 25-30 abordagens inter-pessoais, apenas registámos 2 ou 3 pessoas mais antipáticas. 
    Sempre que falávamos com alguém para pedir indicações, 95% deles terminavam com um "bonne journée!".
    Na verdade, houve até duas situações em que estávamos meio perdidos a olhar para o mapa e vieram ter connosco perguntar se precisávamos de ajuda.
    Criámos até uma amizade com o guia da FWT que fizemos. Trocámos FBs e convidámo-lo a visitar Lisboa e ficar em nossa casa.

 

  • Gelados Berthillon: é bastante difícil descrever um sabor ou uma sensação, mas estes gelados foram, sem dúvida, os melhores que alguma vez comemos. Não só o sabor intenso e fresco como a textura do gelado em si...... O gelado continua, de facto, gelado até ao final. Não se desfaz simplesmente e fica "água com sabor". Os Berthillon continuam frios até ao estômago. Deliciosos! Mnham!

 

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  • Sacré Coeur: concordámos em nomear esta basílica como o monumento mais bonito de Paris.

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  • Cozinhados especiais: desde a tradicional raquelete aos bifes deliciosos; toda a comida boa que a prima Fátima nos fez.

 

  • Chás originais: não são chás de Marrocos ou da China, nem chás com poderes mágicos capazes de fazer perder 20kg numa semana ou de ficarmos imunes a qualquer gripe que para aí venha. São só chás da Lipton, mas que nós adorámos. - Delícia Pêra e Chocolate | Cupcake Morango | Muffin de Mirtilo   :D 

 

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ODIÁMOS:

 

  • Futilidade: sentimos que Paris vive muito em torno de marcas e, na verdade, nenhum de nós adora marcas. Uma mala prática das baratas é suficiente. Para quê pagar 10 vezes mais só porque tem um nome diferente ou porque a Cristina Cardashian usa uma? E com a futilidade vem...

 

  • Preços absurdos: sentimos que em Paris tudo é mais caro sem razão aparente. Como nós costumamos dizer: mariquices!

 

  • Falha das Free Walking Tour: pela primeira vez temos algo negativo a apontar às FWT. Fomos até ao ponto de encontro de uma tour e ninguém estava lá. Esperámos cerca de 45 minutos com mais um casal americano que também estava lá para o mesmo e nada... Foi chato e triste. Chorámos muito. Que remédio tivemos se não ir descobrir Montmartre sozinhos. Foi giro, mas seria com certeza, mais enriquecedor com a FWT.

 

  • Antipatia nos gelados Berthillon: o senhor que nos serviu devia estar a ter um mau dia e foi super antipático. Esteve sempre com um ar de frete gigante e quando perguntámos se podíamos provar um sabor respondeu-nos com um hilariante: "Podem provar. Pagam 3€ e provam."

 

  • Frio: houve alturas em que deu para congelar os pelinhos do nariz.

 

 

Queremos, sem dúvida, voltar a Paris. É uma cidade bastante grande e com muito para conhecer e fazer. Achamos até que Paris deve ser bem mais interessante e divertido extra-turisticamente falando. Mas, pela nossa apreciação inicial, não viveríamos lá. Não é o nosso tipo de cidade.

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 L' économie est ce qui est le gain.

 

Paris é uma cidade bastante cara (comparativamente a Lisboa), pelo que, mais do que em Barcelona ou Porto, tivemos que tentar poupar o máximo possível. 

 

Aqui ficam algumas das fantásticas poupadelas #EntreNós:

 

  • Chateau de Versailles e Louvre: a sortuda da Catarina, por ser uma criança com menos de 26 anos, teve entrada gratuita! Assim acontece em mais museus de França. Por isso, malta jovem, a Mona Lisa é toda vossa!

 

  • Passe: com a ajuda dos nossos marvailhosos hosts franceses, encontrámos a melhor solução para quem não conseguir ficar hospedado com vista para a Torre Eiffel. Por 26€ é possível comprar um Navigo > viagens ilimitadas de metro, comboio e autocarro durante uma semana.

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  • Galerias La Fayette: há muitos locais privilegiados para vistas deslumbrantes sobre Paris, mas a maior parte deles são pagos. Porém, no terraço deste centro-comercial-gigante-em-que-se-vendem-as-marcas-mais-caras-do-mundo obtém-se uma vista quase panorâmica sobre a cidade de forma gratuita. Basta aparecer até às 17h. A vista desde a basílica de Sacré Coeur também merece destaque (igualmente grátis)!

 

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  • Refeições: esta não é para todos, meus caros. É preciso ter a sorte de ter familiares como os nossos! Poupámos um dinheirão porque a prima Fátima fez questão de cozinhar sempre deliciosas iguarias para os jantares e para o dia seguinte preparávamos umas sandochas e pequenos snacks.

 

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Este post teria o triplo do tamanho se o seu título fosse: "Onde esbanjar dinheiro à parva em Paris". Aí poderíamos incluir subtítulos como:

 

> Macarrons pelo preco simbólico de 2,10€

 

> Jantar para 2 por "apenas" 35€ por pessoa

 

> Mocha coffee no Starbucks só 5€

 

> Autocarro do aeroporto para o centro de Paris por uns incríveis 17€

 

 

Por agora é tudo. Fiquem por aí, pequenos esquilos!